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Clipe de “1492” de Marcelo Segreto

Primeiro video do EP visual “América, América” de Marcelo Segreto, o clipe da canção “1492”, consiste em um vídeo vertical que explora a linguagem da internet e que foi produzido para ser visto no celular

O curta é baseado na linguagem do aplicativo Instagram, sendo filmado no ambiente digital dessa rede social e explorando suas diversas funcionalidades: postagens, feed, marcações, perfis, grid, etc. A estrutura do Instagram é então utilizada como uma metáfora da história da América Latina, tema explorado pela canção “1492”.

“É como se as imagens ligadas aos acontecimentos históricos e culturais dos países latino-americanos fossem passando de post em post, como num feed fictício desta rede social”, conta Marcelo. Símbolos do imaginário da América Latina são apresentados para o público como a Máquina do Mundo se apresenta para Drummond em seu poema homônimo: em meio a uma estrada de posts.

A canção deflagra, então, um turbilhão de imagens que misturam acontecimentos do passado (como as ditaduras latino-americanas) e temas da atualidade como a censura, a violência policial e questões ambientais como o desmatamento da Amazônia brasileira. O videoclipe mostra-se em colagens, fotos, vídeos e ilustrações, até que desemboca em um labirinto que nos leva até o começo do próximo clipe.

EP visual América, América
Direção: Martina Mattar
Produção executiva: Luiza Nunes

1492 (Marcelo Segreto)
Vejo a américa no mapa
Na palma da mão
Sou latino-americano
Chicano tição                           
Iracema embaralhada
Sem fronteira sem muro sem chão

Vejo pinochet guevara
Sangue, cara, coração
Como a máquina do mundo
Submundo drummond 
Quem que vê tanta notícia
Tanto post, eu que não

Olha só pra mim
Sim eu sou assim
Sol e solidão

Contra a lei da gravidade
Marielle no ar
Que ele ele helicóptero
Vomita no mar
Como um mito que vomita
Tentando mitar

Presidentes e assassinos
No mesmo lugar                 
Assassina assinatura                
Viva a mata ta ta
É chacina é carnaval
Cor de carne, pau-brasil
O vazio do memorial
A mão sangrando do oscar

Olha só pra mim
Sim eu sou assim
Eu não sei chorar

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